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Uma inebriante viagem ao Havaí

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de Prisca Taruffi
tradução de Vania Andrade

Continuamos com a viagem na descoberta do arquipélago mais famoso do Oceano Pacífico. Desta vez, visitamos a ilha de Ohau e aquela de Kauai: de Turtle Beach ao Ko’olau Golf Club, um dos 50 traçados mais difíceis dos Estados Unidos, à Costa de Na Pali, paraíso natural inexplorado set do filme Jurassic Park

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A segunda parte de minha inebriante viagem ao Havaí se concentrou nas duas ilhas de Ohau, onde reside a capital Honolulu e a selvagem Kahuai, apelidada de ‘O jardim botânico’ do Havaí.

Passar de uma ilha à outra é fácil e não custa muito: em vez de pegar o ônibus ou o táxi, voa-se com as inúmeras companhias aéreas que conectam continuamente todas as ilhas do arquipélago.

Assim que aterrissei em Ohau, parto na descoberta de Honolulu, uma pequena Miami contornada por arranha-céus, com uma marina moderna e a longa praia de Waikiki com seu triangulo da perdição onde todos, digo realmente todos, passeiam pela rua com uma prancha de surfe debaixo do braço e surfam a qualquer hora. Na verdade, o surfe nasceu aqui onde o vento nunca se cansa de expirar. No entanto, as ondas gigantes, aquelas que enlouquecem os surfistas de todo o mundo, dão as caras durante o inverno e podem atingir até 30 metros de altura. Disso sabe muito bem o multicampeão Kelly Slater, uma espécie de Tiger Woods do surfe.

O Havaí também é o lugar predileto de Vips como Brad Pitt, Jennifer Lopez e, principalmente Barack Obama, nascido em Honolulu e desde sempre ligado de modo especial à ilha de Oahu onde, aliás, se encontra Pearl Harbour, a maior base militar do mundo.

Mas Oahu não é só Waikiki, basta pegar a orla, entrar no Parque Kapionani e o cenário muda imediatamente com uma natureza vulcânica que criou riachos naturais, fluxos de lava e praias maravilhosas como aquela de Hanauma Bay que, há um tempo, eram crateras erodidas do mar.

Com pouco mais de meia hora de carro, vale a pena seguir rumo à Turtle Bay ao longo da estrada costeira de Kailua à Haleiwa no lado leste da ilha. A excursão oferece a possibilidade de parar para tomar um banho nas longas praias brancas que costeiam o litoral. Ao longo da estrada merece uma parada o “Da Romy’s”, onde poderá degustar os melhores camarões fritos ou cozidos com alho da ilha, servidos com arroz basmati, comodamente sentados em longas mesas de madeira natural. Enfim, no caminho de volta, todos param em Sunset Beach para admirar um pôr do sol excepcional!

 

O golfe em Ohau

O melhor período para visitar e jogar golfe no Havaí é de novembro a janeiro. Recomendação para os golfistas: evite viajar com a taqueira, porque acaba sendo muito cansativo e caro trazê-la de casa; é preferível alugá-la diretamente nos clubes de golfe, ou em uma das tantas Golf Rental Shop existentes nas várias ilhas, poupando dinheiro (o custo para alugar a taqueira por uma semana equivale a 60 dólares).

Uma das experiências golfísticas que mais gostei na ilha de Ohau foi no Turtle Beach Golf Resort, situado na zona norte de Oahu. É um complexo de 36 buracos com dois campos altamente condecorados: o primeiro leva a assinatura de Fazio e é aqui que por vários anos se jogou o Skin Game. O segundo campo, o Arnold Palmer, é uma verdadeira estrutura digna de campeonato com buracos incríveis que beiram o Oceano como o ‘signature hole’, o 17, um par 4 curto repleto de bunkers ao ponto de parecer um verdadeiro campo minado. O vento e os greens grandes tornam o jogo estimulante, mas asseguro que fazer um putt ao som das ondas do oceano bem pertinho é uma experiência inesquecível.

Outro campo muito peculiar e absolutamente imperdível é o Ko’olau Golf Club, imerso na floresta tropical perto da cordilheira mais alta de Oahu. Considerado o campo número um de Oahu está entre os 50 percursos mais difíceis da América. É indicado para jogadores habilidosos com fairways estreitos e rodeado pela floresta tropical. Não é um campo de potência, mas de precisão onde o fora de limite não existe. Quando se vai parar na floresta, esqueça-se do ponto de partida e, portanto, arme-se de bolinhas “lost and found” e deixe o driver na taqueira.

Para combinar ao passeio de Pearl Harbour, uma partida de golfe no Koolina Golf Club, um campo verdíssimo graças a uma minuciosa conservação, considerando o fato que nesta zona praticamente nunca chove. Não desperdice a chance de jogar em fairways bem verdes com riachos, lagoas e até uma pequena cascata onde se passa debaixo dela com o carro de golfe! Uma profícua operação de marketing escolheu uma marca cativante que atrai a atenção de todos: una simpática joaninha, emblema oficial do campo, reproduzida por toda parte. Uma espécie de amuleto de boa sorte deste belo campo, sede há anos de alguns torneios do LPGA.

Enfim, também vale citar o Waialae Country Club, um clube privado do qual se pode ter acesso, como espectador, somente na ocasião do Aberto Sony no início da temporada golfística ou convidado por um sócio para uma partida de 18 buracos.

O GUIA DE OAHU

ONDE DORMIR

Se quiser nadar com os golfinhos, a sugestão é o “Dolphin Quest”, hotel 5 estrelas que se encontra um pouco fora de Honolulu. Na North Shore, o Turtle Bay Resort com seus dois campos de campeonato oferece uma hospedagem de alta qualidade, sem ser particularmente caro. Para as famílias é recomendado o Marriott Kolina Beach (com campo de golfe anexo) com três piscinas enormes, sete banheiras de hidromassagem e um tobogã imenso para a alegria de adultos e crianças. Visite o site www.marriott.com para conhecer as ofertas especiais. Para maiores informações: www.gohawaii.com/oahu

ONDE COMER

No Havaí existem restaurantes de todos os tipos, mas os melhores são aqueles de comida japonesa e tailandesa. Algumas sugestões: para um lanche é divertido ir ao Duke’s Canoe Club, bar restaurante na praia de Waikiki, dedicado ao mito do surfe. Para um jantar tailandês a luz de velas recomendo o Keo’s em Waikiki. Conta em torno de 35 dólares, tudo incluso.

O golfe em Kauai

Neste jardim do Éden não existem mais de dez campos de golfe. Não são muitos, mas nem mesmo poucos, principalmente porque são de alta qualidade como o Makai Golf Club, quinto melhor campo de todo o Havaí, desenhado por Robert Trent Jones Jr. e recentemente renovado sob a supervisão da Troon Golf.

Os chamados ‘signature holes’ neste campo são, sobretudo, os par três como o buraco 3, com um desnível de quase 100 metros e vista espetacular para a baía de Hanalei, e o buraco 7, que dos back tees mede mais de 197 jardas (de voo) para conseguir ultrapassar o desfiladeiro no Oceano que protege a área de pouso da primeira tacada. Naturalmente como um belo campo digno de respeito, o buraco 18 é um longo par 5 defendido por dois lagos que protegem até no fundo o green da salvação. Muito cenográfico também é o buraco 14, um par 4 que beira o Oceano acompanhado sempre por ventos fortes: é obrigatório fazer com que a bola voe! Na minha opinião, este campo mereceria um grau mais alto no ranking havaiano em termos de desenho técnico, posicionamento e, principalmente, profissionalismo de todo o staff, de uma gentileza extrema, realmente rara. Além disso, exatamente de frente à club house habita Bethany Hamilton, uma lenda do surfe com uma história incrível. Há alguns anos, a campeã americana foi atacada por um tubarão tigre que arrancou o seu braço… O resto é história.

Do alto, o magnífico buraco 3 do Makai Golf e uma imagem da selvagem Costa Na Pali, famoso set de muitos filmes de Hollywood como Jurassic Park.

O GUIA DE KAUAI

ONDE DORMIR

Aconselho um hotel na zona de Princeville, uma cidadezinha na baía de Hanalei, onde geralmente é possível ver golfinhos e tartarugas. Tem para todos os bolsos. Para maiores informações: www.gohawaii.com/kauai

ONDE COMER

Em Kauai vale a pena ir ao Kintaro, restaurante japonês bem famoso, que se encontra em Kapa’a. Está sempre lotado, mas com um pouco de sorte é possível se acomodar também no último minuto no sushi bar. Come-se muito bem com 35-40 dólares.