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Tailândia: um país exótico, com belezas ímpares e campos de golfe incríveis

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por_ Stefano Viazzo

Na Tailândia existem mais de 250 campos de golfe e mais de 50 só na área de Bancoc, mas, se quiser visitar as regiões que reúnem a história e as tradições desse país, o caminho é rumo ao norte. Uma das perguntas que os tailandeses farão de maneira afável, mas cheia de expectativa, será precisamente: já conhece Chiang Mai? Como se perguntasse: já conhece o nosso centro? Aconselho a visita porque vale mesmo a pena. Já se quiser aproveitar as magníficas praias desse país, para umas férias de relax, visite o sul. Nossa viagem começa justamente em Chiang Rai, quase na fronteira com Myanmar, o lugar mítico onde a tradição diz que o Buda Esmeralda foi encontrado. Atualmente se encontra na capital. 

É aqui que encontramos o Chiang Rai Santibury Golf Club e o Waterford Valley Golf Club. O Santibury (6.266 metros, par 72) não só possui o melhor campo e o primeiro percurso para campeonato de toda a região norte ocidental, como também um dos mais bem cuidados e mais exclusivos de toda a Tailândia. Desenhado por Robert Trent Jones Jr. e aberto em 1992, possui duas “almas”. Oferece obstáculos d’água em sete dos primeiros nove buracos, em uma paisagem só levemente ondulada, enquanto os nove de retorno se desdobram entre as colinas em torno da clubhouse com fairways bem sinuosos. A água só reaparece nos últimos dois. O buraco 17 é, talvez, o mais bonito: um par três de 114 metros a descer em um green bastante defendido por bunkers à esquerda e por água à direita. Já o 18 é um dogleg duplo e talvez seja o último buraco mais difícil de toda a Tailândia, com água à esquerda, um grande lago à direita e bunkers de proteção do green. 

Green do buraco 1, do Laguna Golf Club de Phuket, renovado completamente por Paul Jansen em 2015, quando esteve fechado por um ano e meio

Pouco mais ao norte encontramos o Waterford Valley Golf Club (6.366 metros, par 72) desenhado pela Rathert International. Oferece vistas admiráveis das planícies vizinhas e desníveis moderados. Os obstáculos d’água são outra das principais características desse campo que, apesar da vegetação repleta de espécies estranhas ao contexto, oferece um cenário, contudo, agradável. 

A capital da região norte é, todavia, Chiang Mai, um pouco mais ao sul. Ainda conserva a imagem idealizada de um passado glorioso, de história e de fé, bem representado por mais de 300 templos, dos quais 121 só dentro das muralhas da cidade. O mais antigo, Wat Chiang Man, foi erguido em 1296 e, assim como o Wat Phra Singh, o Wat Chedi Luang e o Wat Phan Tao, apenas para citar os mais conhecidos, reúne séculos de história. Pouco ao norte dessa cidade encontra-se o Royal Chiang Mai Golf Resort (6.372 metros, par 72). Se nunca desfrutou da experiência de jogar em um jardim tropical florido, esse campo fará você se entusiasmar. Desenhado pelo pentacampeão do Open Championship Peter Thomson, está inserido em um ambiente de vegetação madura, entre espelhos d’água importantes e bem harmonizados no desenho, quase como se fosse um componente natural da paisagem. Se o buraco 4, um par 4 de 410 metros totalmente na subida, é de se enfrentar com força, os outros requerem mais um bom grau de precisão, como o 17 (um par 3 de 158 metros), onde a bola voa além de um amplo espelho d’água para poder aterrissar em um green otimamente defendido. O clima ameno e a variedade de cernes arbóreos e flores tropicais oferecem um espetáculo de lindas flores durante o ano todo, do extremo norte ao sul da Tailândia. 

Ponte depois do tee do buraco 13, no Laguna Golf Club, um dos inúmeros campos de Phuket, famosa localidade balneária na parte meridional da Tailândia, que beira o Mar de Andamão

Após uma aula bem interessante de arte e história, chegou a vez do sol e do relax na sombra das palmeiras das praias de Phuket. O campo do Laguna Phuket Golf Club (6.177 metros, par 71) foi completamente modernizado em 2003 por Brad Hole, e ganhou o “Top Ten Award in Thailand”. Em 2015, Paul Jansen o melhorou ainda mais, elevando seu índice técnico e sua sustentabilidade ecológica. Oferece duas paisagens muito diferentes entre elas: os primeiros nove buracos estão imersos em uma exuberante selva tropical, enquanto os restantes se estendem entre coqueiros e grandes bunkers de areia. Seu nome implica a presença de inúmeros espelhos d’água que, todavia, foram desenhados para não ser agressivos demais. De qualquer maneira, é um campo técnico que esconde muitas armadilhas e que tem no buraco 17 de 560 metros um dos pares cinco mais compridos e difíceis de todo o Sudeste Asiático. 

Em Phuket, não deixe de jogar no Blue Canyon Country Club, que possui dois campos de absoluto valor técnico. Ambos foram desenhados por Yoshikazu Kato, em 1991 o Blue Canyon Course (6.565 metros, par 72) e em 1999 o Lakes Course (6.519 metros, par 72), e estão entre os campos mais bonitos de toda a Tailândia. O primeiro é considerado o melhor em todo o sul e o nono do país. O segundo chega bem perto, porque está só a duas posições atrás. É suficiente se aproximar do terraço da clubhouse, com vista para os greens 9, 14 e 18 do Canyon Course, para se dar conta do quanto o seu idealizador soube realmente harmonizar as dificuldades técnicas com a beleza natural do lugar. Estende-se em torno do cânion do qual leva o nome (uma antiga mina de estanho) e do qual extrai tanto a sua beleza quanto suas principais dificuldades. Onde não é a água a desenhar as bordas dos fairways, então são os cernes tropicais, amplamente presentes, e os arbustos floridos de cada estação. O acesso a esse campo só é possível para quem reside no Country Club, ou quando se é convidado pelos sócios, e é preciso reservar com muita antecedência porque aqui também se disputam muitos torneios. No passado sediou, entre outros, o Honda Invitational e o Johnny Walker Classics de 1994 e de 1998.

Green do buraco 14 no Blue Canyon, famoso pelo seu formato especial: foi desenhado reproduzindo os contornos da nação tailandesa

Jogar nesse campo é, por si só, uma experiência magnífica: a abordagem no 3, o drive no 10, os tee shots nos 13, 14 e 17 e a abordagem no 18. Os green são grandes, rápidos e perfeitos como o são os fairways estreitos e extensos. O signature hole é o 13, um par 4 de 341 metros, apelidado de Tiger Hole. É, ao mesmo tempo, uma prova de caráter e habilidade: um dogleg à direita na água que contorna todo o fairway, com o green na subida. No tee encontrará a placa que comemora o drive de Tiger Woods, que em 1998 chegou diretamente no green e que contribuiu para a conquista espetacular e vencedora em cima de Ernie Els. Poderá tentar, mas saiba que o cânion está cheio de bolas de seus rivais imprudentes. O serviço também é impecável: existem seis abrigos para se refrescar que oferecem alívio ao clima quente e úmido. 

No Sul Lakes Course joga-se em uma paisagem realmente encantadora, mas, se a água é o seu pior pesadelo, é melhor esquecer. Toda a superfície do campo é constituída por mais de um terço do elemento líquido. Apenas o buraco 17 não tem, e só para oferecer um fairway de montanhas-russas e um green extremamente defendido.

 tradução_ Vania Andrade