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Fotos: Fabio Vicente
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Campo Olímpico – A primeira tacada

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Prefeitura do Rio entrega Campo Olímpico para a CBG, que fará gestão do espaço e construirá o legado olímpico

campo-olimbicoO Campo Olímpico de Golfe, que receberá ano que vem os melhores golfistas do mundo para o retorno do esporte aos Jogos Olímpicos depois de 112 anos de ausência, foi inaugurado no final de novembro em uma cerimônia capitaneada pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. A prefeitura entregou formalmente o campo para a Confederação Brasileira de Golfe, que será responsável pela sua gestão e, mais importante, pela construção do legado olímpico.

Participaram da cerimônia o prefeito Eduardo Paes, o presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, o presidente da Confederação Brasileira de Golfe, Paulo Cezar Pacheco, o ministro do Esporte, George Hilton, o secretário de Governo, Pedro Paulo, Bernard Rajzman, membro do COB, o secretário especial de Concessões e Parcerias Público-Privadas, Jorge Arraes, o presidente da Empresa Olímpica Municipal, Joaquim Monteiro de Carvalho, e o empresário Pasquale Mauro, proprietário da área onde o campo foi construído.

“Mais um equipamento olímpico entregue: Campo Olímpico de Golfe inaugurado hoje. Sem um tostão de dinheiro público. No prazo!”, comemorou o prefeito. “Posso garantir que o campo é um grande presente que estamos entregando”, disse o ministro do Esporte.

“Este é um dia histórico para o golfe brasileiro. Há cinco anos, nem em sonho poderíamos contar com um campo olímpico de nível internacional. Fomos convocados para fazer parte desta história. Sob o comando da Confederação Brasileira de Golfe, poderemos ter aqui um projeto de Alto Rendimento, projetos sociais, escolas de coaches e de novos atletas. Vamos abrir os portões do golfe para uma nova realidade”, diz Pacheco.

A CBG já tem há alguns anos um plano bem estruturado para a construção do legado olímpico. Fazem parte desse planejamento a criação de um Centro de Treinamento para amadores, profissionais e juvenis, que utilizará os equipamentos Flightscope X2 e SAM PuttLab, adquiridos em convênio com o Ministério do Esporte. Além dos 18 buracos, driving range e putting green, o Campo Olímpico possui um campo de treino, que poderá servir para a iniciação de novos jogadores.

Parte do legado tem a ver com a inclusão social, já que o Campo Olímpico será sede nacional do programa Golfe para a Vida. O espaço também abrigará uma escola de novos talentos, entre eles os identificados por meio do projeto, e a capacitação de treinadores e de profissionais para manutenção de campos de golfe, entre outras ações.

Com 970 mil m², o campo de golfe olímpico, construído na Barra da Tijuca, é um empreendimento totalmente realizado com recursos privados. Mais do que construir uma instalação esportiva, o projeto ajudou a resgatar uma área degrada havia muitos anos e se transformou no maior programa de recuperação de vegetação de restinga do país.

O projeto do campo é do americano Gil Hanse, escolhido pelo Comitê Rio 2016 por destacar a formação natural das dunas. São 18 buracos, dois lagos artificiais e capacidade para 15 mil espectadores. Após os Jogos, o local será público por 20 anos. O objetivo é promover o esporte no Brasil e na América do Sul, incentivar o turismo direcionado à prática do esporte e estimular a realização de competições de nível internacional na cidade.

“Poderemos viabilizar no Rio de Janeiro torneios e eventos dos principais circuitos profissionais internacionais e nacionais”, diz Pacheco.

Uma das principais premissas da obra foi reunir a excelência técnica, necessária para o bom desempenho dos atletas, com a preservação das espécies nativas da flora e da fauna. Uma equipe de veterinários, biólogos, geógrafos, engenheiros agrônomos e florestais e arquitetos, contratada pelo consórcio, monitorou os animais da região. Em 2013, foram encontradas e catalogadas 118 espécies. O último relatório registrou 245, o que representa aumento de 107,6%.

Durante anos, o terreno onde está construído o campo de golfe foi degradado por conta da atividade de extração de areia e do armazenamento de pré-moldados de concreto. A vegetação nativa cobria somente 94 mil m², cerca de 10% da área total.  Durante a implantação do campo, foram plantadas mais de 650 mil mudas. Assim, a área de restinga aberta, que inclui vegetação nativa, bancos de areia e os dois lagos, supera agora os 650 mil m² – 67% do total e correspondente a mais de 100 campos de futebol.

Só será possível jogar no Campo Olímpico de Golfe após os Jogos Olímpicos. No início do ano, deve ocorrer no local o evento teste, em formato ainda a ser anunciado, o que será uma oportunidade para o público conhecer o local. Uma coisa é certa: a história do golfe brasileiro tem tudo para se dividir entre antes e depois do Campo Olímpico de Golfe.