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Honda Open – Aberto do Ipê: Igor Cruz vence em Ribeirão Preto e faz história

por redação
Honda Open – Aberto do Ipê: Igor Cruz vence em Ribeirão Preto e faz história

Ademir, Cidinha, Igor e Umberto: Aberto do Ipê premia os melhores da semana. Fotos: Thais Pastor/F2 Assessoria

O golfe paulista e brasileiro ganhou um novo campeão com a histórica vitória de Igor Cruz, do Damha, no Honda Open – 23º Aberto do Ipê Golf Club de Ribeirão Preto, jogado nestas sexta-feira e sábado, dias 10 e 11 de maio, valendo pontos para o ranking da Federação Paulista de Golfe (FPGolfe). Os jogadores de São Carlos dominaram o placar, com Matheus de Paula sendo vice-campeão, empatado com Herik Machado.

Filho de um jardineiro do Parque Damha e de uma faxineira, Igor já tinha mostrado seu talento no golfe como juvenil, quando conquistou resultados importantes como o vice-campeonato do Aberto do Ipê de 2016. Mas ele precisou parar com o golfe e só voltou no ano passado, graças ao empresário Emiliano Saran, da Saran Consulting, que montou um projeto para dar nova oportunidade a Igor, com apoio de Douglas Muraro, de Santa Catarina, do Grupo Musik’a, que entrou como apoiador, e do próprio Damha, onde Igor joga agora como sócio.

Renascimento

Igor voltou a competir depois de mais de cinco anos afastado do golfe, no Honda Open – Aberto do Damha, onde terminou em terceiro, a uma tacada do playoff onde Marcos Negrini superou Herik Machado no segundo buraco extra. Este ano, em voos mais altos, foi vice-campeão do Aberto da Cidade de Curitiba, no final de março, resultado que o colocou no Ranking Mundial Amador de Golfe (WAGR), onde apenas 34 brasileiros estão listados hoje. Mas ficava faltando uma vitória para colocá-lo definitivamente no Hall dos Campeões.

O tão esperado título chegou com uma sólida atuação de Igor em Ribeirão, onde venceu de ponta a ponta e por cinco tacadas de vantagem, superando muitos dos melhores jogadores do estado, incluindo outros quatro Top 7 do ranking paulista e os ganhadores dos últimos cinco torneios válidos para o ranking da FPGolfe. Igor somou 143 (73-70) tacadas ao fazer o melhor resultado de cada rodada, em um torneio com temperaturas beirando os 35º C e greens muito rápidos.

Vitória

Mesmo sem aproveitar os pares 5, onde jogou uma acima, Igor fez dez birdies na semana para ser campeão sem nunca ser ameaçado. Depois do inusitado feito de entrar para o ranking mundial antes de vencer seu primeiro torneio, Igor quer agora priorizar os torneios do ranking mundial, pois sonha ser um dos cinco melhores brasileiros da lista e garantir vaga no LAAC, o Latin America Amateur Championship, a competição mais importante do continente.

Quase tão contente quanto Igor estava Matheus de Paula, do Damha, que jogou seis acima na estreia e duas abaixo na volta final, onde apesar de um duplo bogey-7, jogou 70, duas abaixo, para ser o outro único além de Igor a quebrar o par do campo, igualar o melhor resultado da semana e levar o troféu de vice-campeão, com 148 (78-70) tacadas, no desempate com Herik Machado, mais um do Damha, que também somou 148 (76-72), mas perdeu a taça nos critérios de desempate.

Mais destaques

Outro destaque da semana foi Hélio Meirelles, do São Fernando, que depois de uma boa atuação no Aberto do Quinta do Golfe, na semana anterior, saiu no pelotão pelo segundo torneio consecutivo, e se manteve isolado em segundo, com três abaixo nos primeiros 13 buracos até jogar uma bola no riacho à direita do buraco 14 e fazer um duplo bogey. Hélio sentiu o golfe e devolveu três tacadas nos três buracos finais para somar 149 (75-74) tacadas e ficar em quarto lugar.

Hélio, no entanto, foi o campeão na classificação por handicaps índex até 8,5, com 143 (72-71) net, uma abaixo do par. O pódio foi completado por João Montans, do Ipê, vice-campeão, com 145 (73-72) tacadas, seguido por Renato Rúbio, do Quinta do Golfe, que somou 148 (73-75) e levou o troféu de terceiro lugar ao superar Henrique Pedro, do Ipê (69-79), líder do primeiro dia, nos critérios de desempate.

Mais premiados

Nas demais categorias foram premiados o campeão gross e os dois melhores net. Leandro Metzner, do Arujá, foi o campeão gross da 8,6 a 14, com 162 (83-79) tacadas. Os melhores net foram de dois jogadores da casa: Marcelo Rezende, com 144 (72-72), e Fabio Rosa, com 148 (.74-74). Na 14,1 a 19,4, Ademir Mazon, do Sapezal, presidente da FPGolfe, foi o campeão gross com 180 (92-88), ao superar João Tomazeli, do Clube de Golfe de Campinas (91-89), nos critérios de desempate. Os troféus net ficaram para Antonio Basile, do Ipê, com 147 (74-73), seguido por Tomazeli, com 148 (75-73).

Na 19,5 a 25,7, o campeão gross foi Paulo Cesar Gonçalves, do Rio Pardo Golf, com 177 (90-87) tacadas, enquanto os prêmios net ficavam para dois jogadores da casa, com 149 net: Marcelo Nunes (80-69), campeão, e Samuel Passalacqua Filho (74-75), o vice. Houve ainda uma categoria extra, stableford, para handicaps índex de 25,8 a 36, onde só deu Ipê: Decio Pasqualin Neto venceu com 74 (37-37) pontos, seguido por Iuri Soares, com 73 (38-35), e por Eduardo Barros, com 64 (30-34).

Feminino

Entre as mulheres, Maria Aparecida Silveira, de Bauru, defendeu com sucesso seu título ao vencer com 175 (83-92) tacadas, seguida por Kyoung Aie Kim, do CG Campinas) com 182 (92-90). Na classificação até 16 de handicap índex, Nivea Martins, do Ipê, venceu com 169 (79-81), seguida por Mônica Fontes, do Ipê, com 161 (81-80), e por Patricia Vieira de Araújo, do Clube de Campo, com 170 (87-83).

Na feminina de 16,1 a 32, a campeã gross foi Suin Lee, do Clube de Golfe de Campinas, com 197 (105-92) tacadas. Os melhores net foram de Rosa Pelicioni, do Ipê, campeão com 162 (84-78), e de Roh JI, mais uma do Clube de Golfe de Campinas, vice com 165 (87-78).

Solidariedade RS

O Ipê Golf Club aderiu à Campanha de Solidariedade ao desastre climático que destruiu o Rio Grande do Sul, solicitando doações de todos os participantes do torneio, que arrecadaram um montante importante, incluindo doações de empresas dos jogadores.

O empresário Almir de Oliveira, da Inove Transformadores, que patrocina, através do Damha, jogadores como Marcos Negrini, Herik Machado e Matheus de Paula, ofereceu R$ 200 de doação a cada birdie feito no buraco 12, quantia que ele acabou arredondando para R$ 5 mil.

 

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