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Lombardia: golfe e vinho para experimentar

por redação

O golfe em Valtellina tem características peculiares. Entre mountain bikes, cavalos e excursões, não faltam opções para atividades de verão, depois do esqui alpino e de fundo no inverno. Há montanhas espetaculares como os montes Disgrazia e Adamello, ao longo do vale do rio Adda, que flui entre os alpes Retiche e Orobie

O Valtellina é um vale magnífico. Entretanto, à diferença da maioria dos vales alpinos, ele não corre dos picos em direção à planície, ou seja, na direção norte-sul, mas paralelamente às cordilheiras, no sentido oeste-leste. Essa curiosidade geográfica significa que os dois lados do vale são absolutamente diferentes: o que sobe em direção aos alpes Raetianos e que divide o curso do Adda dos Grisões suíços é exposto ao sol, já o que se encontra nos alpes Orobie, fronteira natural com as províncias de Lecco, Bérgamo e Bréscia, fica na sombra durante a maior parte do ano.

Os terraços onde durante séculos os vinhedos que tornaram essas regiões famosas no mundo todo foram cultivados com amor e suor são o melhor exemplo da obstinação dos habitantes. Cada área de produção tem sua especificidade, de modo que a única variedade de uvas, nebbiolo ou chiavennasca, se desdobra em mil tons e características, originando o Sassella, o Inferno e o Grumello. Tal como o vinho, o golfe na Valtellina também tem características peculiares. O Clube de Golfe Livigno, por exemplo, reflete exatamente a inventividade do seu povo, que, ao longo dos séculos, sempre soube criar algo que não o diferenciasse da Itália e da Suíça. O “Pequeno Tibete”, como o chamam, fica no território italiano, mas além da bacia hidrográfica. O riacho Aqua Granda, que o atravessa, depois da fronteira é chamado Spöl, deságua no Inn e finalmente no Danúbio. Além das vantagens da zona franca, Livigno sempre esteve na vanguarda das férias esportivas com esqui alpino, mountain bike e equitação. O golfe, porém, após a construção do primeiro campo, tinha ficado um pouco para trás.

Os entusiastas do clube de golfe local usaram a imaginação. A “Training Area” foi criada em um dos gramados perto da vila, onde há um driving range onde o profissional Jorge Daniel Tudino dispensa conselhos e aulas, além dos bunkers e greens onde é possível treinar approaches e putts. E ainda um percurso “bonsai” com três greens sintéticos, cada um com três partidas diferentes, por distância e inclinação do tiro.

Em suma: os nove pares três, para um total de 600 metros, podem parecer simples, mas exigem muita precisão. Os greens impressionam pela velocidade e inclinação. Em Bormio, o golfe de montanha revela-se na sua forma mais completa, graças ao cenário, com os picos e as pistas da Copa do Mundo que acompanham o verde bem conservado do percurso. A manutenção impecável dos nove buracos do campo (seis pares quatro e três pares três) desenhados pelo arquiteto Mario Verderi, de St. Moritz, e a conformação do terreno, que muitas vezes obriga a enfrentar fairways em declive invertido, exige pensar na estratégia, a medir cada tiro. Os greens, perfeitos, escondem encostas traiçoeiras que devem ser decifradas com cuidado antes de se aventurar em putts desajeitados.

A estrutura supervisionada pelo diretor Luca Caspani é completada pelo driving range com 11 posições cobertas, putting green e pitching green. No fundo do vale, em Caiolo, onde as uvas nebbiolo amadurecem ao sol, o Valtellina Golf Club é o elo perfeito entre os campos da montanha e os de planície.

O Sondrio, na planície que corre ao lado do aeroclube, está em posição central em relação a todos os centros turísticos do vale e, portanto, de fácil acesso. A vista pode esgotar a carga da bateria do seu celular, de tantas fotos que se podem tirar: de um lado, o Monte Disgrazia, do outro, o Adamello. E, no meio da floresta, em ambos os lados do vale, todos os dias se revelam novas tonalidades de verde.

Os 18 buracos ao longo dos quais corre o rio Adda são uma joia de 6.171 metros de par 71 (quatro pares cinco, nove pares quatro e cinco pares três), desenhados por Fulvio Bani e Fernando Grattirola expandindo o campo anterior de nove buracos e tornando-o harmonioso e interessante. A Clubhouse é o reinado de Eleonora Carollo, apaixonada, sorridente e competente diretora do campo. Desde março passado, as especialidades do chef Corrado Carnazzola servidas no restaurante fazem a felicidade  dos jogadores. Obviamente, o campo de treino coordenado por Marco Guerisoli, com suas cinco posições cobertas e dez não cobertas, para jogo curto, putting greens e bunkers, são o acompanhamento perfeito. Os vestiários são simples, mas espaçosos e funcionais.

Para mais informações:

www.valtellina.it/it/attivita/golf

Por Marco Dal Fior

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