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Rio de Janeiro incentiva golfe no pós-quarentena

por Redação

Estratégia de retomada do turismo envolve os clubes de golfe do Rio de Janeiro

Campo Olímpico – Crédito: Zeca Resendes

O golfe faz parte dos planos do governo do estado do Rio de Janeiro para a volta dos turistas após a pandemia do coronavírus, dado que os clubes estarão entre os primeiros estabelecimentos a serem autorizados a funcionar já na primeira fase de abertura. Segundo o  secretário estadual de Turismo, Otavio Leite, as ações prioritárias para atrair visitantes serão o turismo regional (cidades de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, num raio de 600 km dos destinos fluminenses) e o turismo circular (moradores das cidades do estado do Rio).

Secretário de Estado de Turismo do Rio, Otavio Leite – Foto: Larissa Cargnin

“O projeto para atrair turistas engloba também os golfistas, porque temos belos campos de golfe do Rio de Janeiro, como o Campo Olímpico, Gávea e Itanhangá, aqui na cidade, além dos campos de Angra dos Reis, Búzios e Petrópolis, todos a menos de 180 Km da capital.

“No primeiro momento o turismo interno será o alvo de nossas campanhas e o golfe por ser ao ar livre, sem aglomeração de pessoas, tem um grande potencial. As pessoas vão buscar o reencontro com a natureza e, com certeza, o golfe é o que melhor traduz todas as necessidades do momento”, afirma o secretário Otavio Leite.

O secretário acredita que, após a pandemia, o carro será o meio de transporte preferido pelos brasileiros, cansados do confinamento em suas casas e com incertezas para viagens muito longas. As pessoas estão querendo botar os pés na areia das praias, subir a serra, aproveitar as cachoeiras, passear e respirar ar puro, o que fará os golfistas viajarem com toda a família. Este é o público-alvo para a retomada do turismo regional, segundo explicou Otavio Leite.

Itanhangá Golf Club. Foto: Zeca Resendes

Eventos internacionais

O governo programará também a participação de feiras internacionais e outras ações para a inserção do Rio de Janeiro no circuito internacional de turismo de golfe, um mercado que movimenta mundialmente US$ 30,5 bilhões por ano, segundo Associação do Trade da Indústria Turística Mundial de Golfe (IAGTO). No Brasil,  são R$ 400 milhões por ano pelos últimos dados da Confederação Brasileira de Golfe (CBGolfe) e tem um potencial muito grande de crescimento.

No planejamento para o futuro do turismo de golfe no Rio de Janeiro, um estudo mostra que a Argentina tem quase 50% de todos os golfistas da América Latina e é um potencial mercado a ser trabalhado. Nos 10 principais países da América Latina existem 147.600 golfistas, segundo KMPG, e os argentinos representam  53% desse total, ou seja 78.300 golfistas.

Em março passado, a Organização Mundial de Turismo das Nações Unidas previu que o número de turistas poderia cair de 20 a 30% em 2020, causando perdas de 450 bilhões de dólares.  Na retomada do turismo a ideia é que o brasileiro use o carro para viajar.  Por isso, o crescimento do turismo na economia do Rio de Janeiro terá uma campanha de atração de turistas de cidades próximas. Tudo indica que, somente em 2021, as pessoas deverão voltar a fazer viagens mais longas. Os otimistas estão apostando no réveillon para um início de retomada. Os menos otimistas falam em algo a partir de abril e maio do próximo ano, de acordo com especialistas do setor.

O Secretário Otavio Leite destacou também o lançamento, em breve, de um novo portal do turismo que irá promover eventos, destinos e experiências, contemplando todos os municípios do Estado. A ideia é que seja produzido, também, um banco de imagens com fotos e vídeos dos destinos a ser veiculado neste novo site.

Há a intenção, ainda, de criar um concurso de fotografias para a promoção das cidades,  e a criação de um selo de qualidade e protocolos para a reabertura do setor pós-pandemia. Nos planos do secretário Otávio Leite está também levar para o Rio grandes torneios de golfe e, junto com os clubes, criar novos eventos.

Gavea Golf and Country Club – Foto: Zeca Resendes

Grande potencial

A tacada inicial deste projeto golfe surgiu com Felipe Roberto Barbosa, diretor de marketing do Itanhangá Golf Club, e em conversas com André Wilczek , presidente do clube, e Leandro Apolinário, vice-presidente Federação de Golfe do Estado do Rio de Janeiro. Os rumos foram crescendo, pois todos acreditam na vocação do Rio de Janeiro e do golfe como um forte produto turístico. A tacada seguinte foi fazer a ideia inicial ganhar o apoio dos setores do turismo na cidade.

“Chamamos para conversar Philipe Campello, o presidente da TurisRio, Companhia de Turismo do Estado do Rio de Janeiro, que na época era diretor executivo do Rio Convention Bureau. Ele acampou a ideia e, acelerado pela pandemia e a necessidade de incentivar a volta do turismo, a bola chegou ao Otávio Leite, secretário de turismo. A rapidez se deve porque o golfe é um nicho do mercado que pode responder prontamente”, disse Felipe Roberto.

“Com certeza o golfe é um nicho de mercado, um público que viajava muito ao exterior para suas viagens de férias e golfe. Agora com a toda a questão de câmbio, a crise de saúde, enfim, esse público pode mais facilmente ser convertido para o turismo de golfe nacional. A outra questão é que o o Rio tem uma excelente infraestrutura turística, sobretudo reforçada depois das Olimpíadas de 2016. O próprio Campo Olímpico é um elemento muito atrativo, além de clubes muito tradicionais e campos interessantes num raio curto. Todos esses elementos colaboram para que o golfe seja um elemento um grande potencial nesse momento”, afirma Felipe Roberto.

“Seja paulista, mineiro, enfim o público nacional já tem uma imagem bastante positiva do Rio, das suas belezas naturais. O Rio como um destino turístico é conhecido e reconhecido, portanto, esse público do golfe, de maior poder aquisitivo, tendo um projeto turístico que agregue, além do esporte ao seu entorno, como a questão de hotelaria,  gastronomia e entretenimento, teremos um produto muito sólido pra converter os golfistas e seus familiares, que é um público exigente, que procura qualidade, trazendo essas pessoas de São Paulo e do de todo o Brasil, talvez até da América Latina, num curto a médio prazo”, completa Felipe Roberto.

 

Campos dos clubes Aretê, Frade e Petrópolis: opções variadas no Estado do Rio de Janeiro

 

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